quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Ela terminou falando :



“No mundo que eu criei, o que eu mais tenho é paz. Todos os meus sonhos viraram realidade, e eu te dei a maioria deles.
Pena que você não soube o que fazer com tudo isso, e desperdiçou no mundo real o que meu futuro te prometera outrora. Eu tropecei feio, e o tombo foi gigantesco.
Mas lá, naquele mundo, não machucou. Só nesse aqui. O de dor real.
Com você dancei descalça, de um jeito que nunca tinha dançado com ninguém mais.
Mas acabou a música. E a dança. Agora vou voltar para lá, na paz de espírito que eu mereço.
Serei fada, sereia, menina, onça, pássaro e cachoeira. Serei o que eu quiser, e livre.
Você, fique por aqui. Com suas verdades mal ditas em forma de brincadeiras erradas. Hoje estou te deixando.
Crie seu próprio mundo se quiser, porque no meu, não há mais espaço para você. Eu te deixo ir, sem rancor, sem pudor, sem fervor.
Apenas vai. Calado e manso, para não deixar gritar a alma, nem o coração. Vai pelo caminho que você quiser ir, e volte pra onde achar que escolheu o caminho errado na bifurcação da vida. Voltar atrás não é feio. É assumir o erro e tentar de novo.
De você fiquei com um pouco, e para você me deixei uma parte. Faça bom proveito. Eu perdoei meus erros, e os seus.
Vou ser feliz, e você também. Só não juntos.
Talvez te veja em outros caminhos. Ou em outros mundos. Ou nunca mais.
Até lá, cuide da sua felicidade. E encontre sua paz. Acredite, você precisa dela.
Eu estou indo atrás da minha. Sem você.”

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